quarta-feira, 12 de outubro de 2016

SANTO DO DIA - 12.10.2016



Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.




Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.




Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

HOMILIA - 12.10.2016



A mãe Aparecida ajuda-nos a caminhar na fé

À mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis

“Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apóstolo 12,1).





Hoje, temos a imensa alegria de celebrar o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil e de todos nós brasileiros.

Aquela imagem sagrada, encontrada no fundo das águas do rio Paraíba, é um sinal de Deus para nós! É sinal de esperança, de fé, de confiança. É sinal da intervenção e do amor de Deus pela nação brasileira. Numa época de escravidão, em que a pobreza era reinante, a mãe de Deus apareceu através de uma imagem para ser a mãe: a Aparecida de todos nós.

A Palavra de Deus nos dá este referencial: no céu aparecerá um grande sinal, uma mulher vestida do sol (mais poderosa que o sol, porque não há astro em todo o universo que simbolize melhor o poder do que o sol), tendo a lua debaixo de seus pés (a lua como símbolo da beleza e da formosura). Toda a beleza que há na face da terra fica sob os pés dessa mulher coroada, reconhecida e glorificada por Deus com o número da perfeição: doze estrelas estão na coroa sobre sua cabeça.

Queremos sempre ter em Maria um sinal e um referencial. Primeiro, um sinal, pois ela é a presença de Deus no meio de nós!

Quando dizemos que Maria é um sinal, queremos dizer que quando há sinal de fumaça, há fogo ali. E quando há sinal de Maria, há fogo do Espírito, há graça e intervenção de Deus.

Maria é aquela Aurora luminosa que vem preceder Seu filho para nos dizer: “Ele está chegando! Ele está no meio de nós!”.

A presença materna e amorosa de Maria em meio a todos nós é a certeza de que não estamos sozinhos. Deus está conosco pelos caminhos que Ele escolheu. E continua a escolher durante toda a história da salvação.

Maria, pela humildade, obediência e entrega que fez de todo o seu ser a Deus é para nós este sinal do amor e da presença d’Ele entre nós. Maria é para nós um referencial de fé, de entrega e submissão à vontade de Deus!

É Maria quem está dizendo hoje: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!”. Ela como a boa mãe que é, ensina-nos o caminho da salvação que é a submissão à vontade do Seu Filho.

Queremos olhar para Maria em tantas aparições, imagens e sinais da presença do céu entre nós. Queremos olhar para Ela na imagem da Senhora Aparecida. Aquele barro negro e sujo pelo fundo do rio é símbolo de que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, escolhe os mais esquecidos, sofridos e marginalizados para dizer: “Eu estou neles e com eles!”.

Maria é o retrato do povo brasileiro, é o amparo e o socorro do povo sofrido, muitas vezes, desvalido mas de muita fé.

Que a mãe Aparecida ajude-nos a caminhar na fé e sob a luz da fé para não desanimarmos nos tempos difíceis que enfrentamos. Por isso, à mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis, as aflições que nosso povo têm, as lutas dos trabalhadores, daqueles que querem dias melhores.

Que a mãe Aparecida estenda o seu manto de proteção, amor e ternura sob todo o povo brasileiro!

Deus abençoe você!







Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.






Liturgia Diária - 12.10.2016


Primeira leitura: Ester 5,1-2; 7,2-3
Leitura do Livro de Ester:
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2bEntão, o rei lhe disse: "O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida". 3Ester respondeu-lhe: "Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus


Salmo 44 (45)
- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: "Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso senhor!
R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
- O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.
R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
- Em vestes vistosas ao Rei se dirige. E as virgens amigas lhe formam cortejo, entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real".
R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!
XXX

Segunda leitura: Apocalipse 12,1.5.13.15-16
Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro.Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus


Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 2,1-11
- Aleluia, Aleluia, Aleluia
- Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei tudo o que ele disser!” (Jo 2,5)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:

Naquele tempo: 1Houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm mais vinho". 4"Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou." 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: "Fazei o que ele vos disser". 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: "Enchei as talhas de água". Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: "Agora tirai e levai ao mestre-sala". E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: "Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!" 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Amar como Jesus amou


Fomos feitos para amar e ser amados!

“Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1bc).

Este amor extremo de Nosso Senhor Jesus Cristo precisa ser experimentado por cada um de nós. Muitas pessoas têm dificuldade de se deixar amar, sentem-se até agredidas com isso. No entanto, fomos feitos para amar e ser amados e o que dá sentido à nossa vida é o verdadeiro amor, porque sem ele nada tem razão de ser.

Muitos ainda têm medo de amar e de se deixar amar porque já foram traídos, por essa razão, carregam dentro de si a decepção e a desilusão; mas, hoje, precisamos fazer a experiência do verdadeiro amor, que vem de Deus e nos faz livres, porque o “verdadeiro amor lança fora todo o temor”.

Queiramos experimentar este amor extremo de Jesus por nós, que se atualiza neste dia que se chama hoje.

Senhor, faz-nos conhecer o Teu amor.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

Tenha um coração agradecido


A esperança gera um coração agradecido

Jesus é a manifestação da glória de Deus. Suas palavras e ações nos comunicam a vontade do Pai para cada um de nós.

É desejo do coração de Deus nos curar, salvar e realizar em nós o plano do Pai. O reconhecimento da grandeza do Senhor nos coloca na condição de assumir que somos limitados, por isso contamos sempre com a Sua graça.

Somos convidados a viver a esperança da vida eterna, pois, ao mesmo tempo em que já participamos dela, aqui nesta terra, ela só será alcançada em sua totalidade após a morte. A fé na salvação orienta toda a nossa vida!

Manifestemos, neste dia, um coração totalmente agradecido a Deus, por todo bem que Ele nos faz!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Como barro nas mãos o oleiro




Não é o barro que vai dizer o que será feito dele

Como o artista que pega barro e com ele faz coisas maravilhosas – um prato, um vaso, uma estátua –, Deus é o artista por excelência e quer moldar o barro que somos.

Não é o barro que vai dizer o que será feito dele, mas sim o artista. Não podemos, como barro, dizer ao Senhor: “Eu não posso, eu não consigo!”.

Não somos nós que decidimos, quem decide o que fazer do barro é o artista. Nossa parte é deixarmo-nos trabalhar pelo Senhor. Ele decidiu que seremos perfeitos, Ele quer nos levar além de nossos limites.

A nossa parte é nos deixarmos trabalhar. Entregue-se, hoje, como um barro nas mãos do oleiro. Esse é o propósito de Jesus para nós. Só não conseguiremos se não quisermos, se não cooperarmos com o Senhor.


Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

SANTO DO DIA - 06.10.2016


São Bruno, fundador da Ordem dos Cartuxos

Iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus
Hoje lembramos o santo que se tornou o fundador da Ordem dos Cartuxos, considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, e que atravessou a história sem reformas.

Filho de família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1032. Quando alcançou idade foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio, e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local, até que já, cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.


Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se a uma região chamada Cartuxa com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. Isto se deu graças a um sonho que São Hugo teve. Neste sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso.

Após este sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras onde São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus.

Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e à meditação das coisas divinas, ofícios litúrgicos comunitários, obediência aos superiores, trabalhos agrícolas, transcrição de manuscritos e livros piedosos.

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), teve ele que obedecer ao Vigário de Cristo, já que o queria como assessor, porém, recusou ser Bispo e após pedir com insistência ao Sumo Pontífice, conseguiu voltar à vida religiosa, quando juntamente com amigos de Roma, fundou no sul da Itália o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde veio a falecer no dia 6 de outubro de 1101.

As últimas palavras foram: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo”.

São Bruno, rogai por nós!