quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Você se sente incapacitado?


Não se sinta incapacitado, pois toda capacidade vem de Deus

Toda pessoa já se sentiu incapacitada diante de uma situação. E quem já não ouviu a célebre frase: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”? Por vezes, sentimo-nos incapazes diante de algumas propostas e responsabilidades. Ainda mais quando é um trabalho missionário, paroquial, enfim, quando é pelo Reino de Deus.

Mas saiba: é você mesmo quem o Senhor chamou!

Exemplos da Bíblia

A Sagrada Escritura está repleta de exemplos em que Deus convoca para Sua messe aqueles que se percebem menos qualificados. Moisés disse ao Altíssimo: “Quem sou eu para ir ter com o faraó e tirar do Egito os israelitas?” (Ex 3,11). Jeremias: “Ah! Senhor Javé, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança” (Jr 1,6); Isaías: “Ai de mim, gritava eu. Estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros” (Is 6,5).

Simão Pedro, diante de um prodígio que Jesus havia realizado, chega a dizer: “Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador” (cf. Lc 5,8), tão pequeno se sentiu.

Depois, ao contemplar os feitos desses homens, podemos concluir que o medo de “não darmos conta” nunca foi argumento convincente para Jesus.

A primeira motivação pela qual o Senhor chama os que não se sentem aptos é que estes não depositam sua confiança na própria força, inteligência ou qualquer outra forma de poder de ação.

Gedeão iria enfrentar um exército tão imenso como uma nuvem de gafanhotos ou a areia do mar (cf. Jz 7,12), então, começa a recrutar seus homens. No entanto, Deus lhe diz: “A gente que levas contigo é numerosa demais para que eu entregue Madiã em suas mãos. Israel poderia gloriar-se à minha custa, dizendo: foi a minha mão que me livrou” (Jz 7,2). E assim, o Senhor foi reduzindo o exército de Israel ao número irrisório de trezentos homens, mas que, ao final, venceram a batalha.

Toda a eficácia vem do poder do Alto e não de nós. Somos meros canais, instrumentos, por onde a bênção chega ao seu devido resultado. Nenhuma ferramenta age por si, ela precisa da força, precisão e ação do trabalhador, da mesma forma, nós somos as ferramentas de Deus. O outro fator que assegura o sucesso de uma missão é que o discípulo esteja aos pés de Jesus Cristo. Estar aos pés do Senhor é a atitude de quem está em atitude de escuta e executa o que diz seu Mestre.

“Ouve, Israel” (cf. Dt 6,4 – Mc 12, 29). O verbo “ouvir”, na Palavra de Deus, tem uma íntima relação com obedecer. Obedecer (“ob-audire”) na fé significa submeter-se livremente à palavra ouvida. (cf. Catecismo da Igreja Católica – n. 144). Ouvir para colocar em prática, sem medo!


Marta estava aflita com o serviço, no entanto, Jesus a alertou: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas, no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (cf. Lc 10, 41-42). Maria estava aos pés do Senhor (cf. Lc 10, 39).

Não adianta a preocupação, não adianta nossa pretensa antecipação de uma ilusória providência humana nem o receio se o resultado final será satisfatório conforme a nossa vã consciência de eficácia. A verdadeira capacitação, entendimento e sabedoria vêm do Senhor. Um minuto aos pés do Altíssimo é mais valioso do que anos de aulas, estágios ou trabalhos nos mais renomados institutos do mundo.


Uma vez, Santa Faustina, envolvida em trabalhos simples, mas querendo participar de uma palestra, ouviu de Jesus: “Minha filha, por que fazes tanta questão da instrução e da Palavra dos homens? Eu mesmo quero instruir-te, por isso estou arrumando as circunstâncias de tal forma que não possas participar dessas conferências. Num momento dar-te-ei a conhecer mais do que outros conseguirão labutando por muitos anos” (cf. Diário de Santa Faustina, art. n. 1147).
Jesus aponta o caminho

Quando o Senhor deseja, Ele pode incutir em nós grandes ideias, o conhecimento, a intuição sobre qualquer coisa. Não podemos desmerecer a ciência humana, mas reconhecer que os caminhos pelos quais Deus nos faz andar possuem uma graça que sobressai ao que é a instrução e a lógica desse mundo.

Às vezes, não compreendemos, ficamos atribulados ou até nos irritamos com certas providências. Preferimos ficar atribulados como Marta a ouvir Jesus, como Maria.

Se estamos aos pés de Jesus, se fizemos conforme Ele nos disse, não devemos nos preocupar. Não é à toa que Cristo é o nosso Mestre! Ele é a sabedoria encarnada que deseja nos ensinar e nos dar a força do Seu Espírito. Na Sua escola, as vagas não são limitadas, nem somos nós que nos matriculamos, é o próprio Professor que vem chamar os Seus.

“Tudo podemos naquele que nos fortalece” (Fl 4, 13).

Como praticar a misericórdia para com o próximo?



Oração, palavra e ação são maneiras de praticar a misericórdia para com o próximo

A devoção à Divina Misericórdia respira com dois pulmões: o primeiro é o da confiança; o segundo, das Obras de Misericórdia.

De fato, Jesus disse a Santa Faustina: “se, por teu intermédio, peço aos homens o culto à minha misericórdia, por tua vez deves ser a primeira a distinguir-te pela confiança na minha misericórdia.
Estou exigindo de ti atos de misericórdia, que devem decorrer do teu amor para comigo. Deves mostrar-te misericordiosa com os outros, sempre e em qualquer lugar.

Tu não podes te omitir, desculpar-te ou justificar-te. Eu te indico três maneiras de praticar a misericórdia para com o próximo: a primeira é a ação; a segunda, a palavra; e a terceira a oração. Nesses três graus repousa a plenitude da misericórdia, pois constituem uma prova irrefutável do amor por mim. É desse modo que a alma glorifica e honra a minha misericórdia.

Essa imagem deve lembrar as exigências da minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte, de nada serve sem as obras (D. 742). Se a alma não praticar a misericórdia de um ou outro modo, não alcançará a minha no dia do juízo (D. 1317).

Como podemos praticar as obras de Misericórdia? A Igreja nos indica catorze formas pelas quais podemos praticar obras de misericórdia, dividindo-as em corporais e espirituais.



Corporais:
1. Dar de comer a quem tem fome;
2. Dar de beber a quem tem sede;
3. Vestir os nus;
4. Visitar os presos;
5. Visitar os doentes;
6. Enterrar os mortos;
7. Acolher os peregrinos.

Espirituais:
1. Dar um conselho;
2. Suportar com paciência as fraquezas do próximo;
3. Perdoar quem nos ofendeu;
4. Rezar pelos vivos e pelos mortos;
5. Ensinar os ignorantes;
6. Consolar os aflitos;
7. Corrigir os que erram.
Deves mostrar-te misericordiosa com os outros sempre e em qualquer lugar.

Padre Antônio de Aguiar Pereira, SAC
Palotino da Paróquia da Divina Misericórdia RJ 

Santo do Dia - 13.10.2016


Beata Alexandrina Maria da Costa

A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação

Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.

Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (…) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (…) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo”.

Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balasar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal (o primeiro local é Fátima).

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

Homilia Diária - 13.10.2016


Deus quer que sejamos santos

Deus nos escolheu para sermos santos, e é para isso que precisamos nos esforçar

“Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor” (Efésios 1, 4).

Começo com a última expressão: foi no “amor” que o Pai nos escolheu. Antes de nos escolher, foi no amor que o Pai nos criou à Sua imagem e semelhança.

Para que o Pai nos criou? Deus nos fez para que fôssemos santos e irrepreensíveis, porque Ele é todo santo e irrepreensível, e não se deixa levar por nenhum erro ou mal. É verdade que nossa natureza ficou indisciplinada, mal inclinada e, muitas vezes, deixamos de ser santos, não conseguimos ser puros como precisamos ser.

A graça de Deus nos purifica e nos renova. E onde está a graça de Deus? A graça está em Cristo Jesus, Ele é o Senhor da graça. É a renovação que nossa alma e nosso coração precisam!

Por isso, se queremos ser santos, isso é muito importante: santidade é uma escolha, uma opção, uma decisão de luta, de empenho e entrega à vontade de Deus. Não é aquela preocupação de ser o “santo do altar”, como foi São Francisco, São Paulo, Santo Inácio de Loyola e tantos outros santos que a Igreja e o povo canonizaram e aclamaram.

Sejamos santos na medida em que podemos e devemos ser santos. Um pai santo, uma mãe santa, um padre santo, um jovem santo, uma moça santa. Isso não é beatice, pelo contrário, é apenas corresponder à graça que um dia fomos chamados a ter, aquela mesma graça que recebemos em nosso batismo.

Não podemos fazer da santidade uma questão de brincadeira, não podemos ficar tirando sarro, menosprezando as pessoas que procuram ser virtuosas, crescerem na oração, na piedade e na vontade de Deus, porque isso é obrigação de todos nós.

É verdade que a santidade não é simplesmente levar uma vida beatíssima, em altíssimo grau de oração. Ainda que seja imprescindível para que a graça da santidade cresça em nós. A via da oração é a via de união e comunhão com Jesus, é a via pela qual o Espírito age e nos liberta!

A santidade precisa ser vivida nos atos, nos gestos e atitudes. Há santidade no querer fazer o bem aos outros, há também a santidade daqueles que rezam muito e fazem tanto mal aos outros. Isso não é santidade! Há outros que falam e escutam a Deus, têm diálogos intermináveis com Ele, mas não sabem dialogar com o próximo, na sua casa, não sabem ouvir a pessoa do outro… isso também não é santidade.

Santidade é ser justo, é saber dar a Deus o que é d’Ele. É saber tratar com amor, com ternura e com muito respeito o seu próximo!

Deus quer e Sua graça em nós age para que sejamos santos. Foi para isso que Deus nos escolheu e é para isso que precisamos nos esforçar! Para este grande empreendimento divino de nos fazermos, de fato, à imagem e semelhança desse Deus que é santo e irrepreensível.

Deus abençoe você!

 Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

Liturgia Diária - 13.10.2016



Primeira leitura: Efésios 1,1-10
Início da Carta de São Paulo aos Efésios:

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus: 2a vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 7Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. 9Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, 10para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 97 (98)

- Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

- O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; arecordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

- Os confins do universo contemplaram da salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

- Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,47-54

- Aleluia, Aleluia, Aleluia
- Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:

Naquele tempo, disse Jesus: 47Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: 'Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar.' 53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Precisamos nos conhecer para conhecer a Deus e ao próximo



É fundamental que nos conheçamos profundamente

Nós precisamos nos conhecer e estar atentos aos movimentos interiores que, ao longo de todo o dia, nos visitam.

Na maioria das vezes não percebemos muitas coisas devido à nossa limitação e falta de discernimento.

Somente com o auxílio do Espírito Santo conseguimos nos manter atentos às moções, inspirações, sentimentos e tantas outras situações que permeiam o nosso interior ao longo de todo o dia.





É fundamental que nos conheçamos profundamente para aprendermos a lidar conosco e com os outros de forma a nos aproximarmos do Senhor e de Sua infinita Misericórdia, porque sozinhos nada podemos fazer.

Em Jesus somos, nos movemos e existimos.“Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
Salmo 79, Rezemos, ao longo deste dia, pedindo ao Espírito Santo a graça do autoconhecimento.

Jesus, eu confio em Vós!


Luzia Santiago

O mundo precisa de pessoas que sejam luz



Onde chega a luz, tudo o que está nas trevas é revelado

“É preciso que sejamos luz, porque Deus nos constitui assim. As trevas precisam da luz, pois elas pedem, clamam pela luz.
Se nossa sociedade está assim, é porque não encontra outro jeito de ser.

Nós cristãos temos sido omissos, então, o mundo não tem nos visto, eles pensam que os estamos copiando.Deus precisa que nós sejamos luz para o mundo.”


















Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

SANTO DO DIA - 12.10.2016



Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.




Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.




Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

HOMILIA - 12.10.2016



A mãe Aparecida ajuda-nos a caminhar na fé

À mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis

“Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apóstolo 12,1).





Hoje, temos a imensa alegria de celebrar o dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil e de todos nós brasileiros.

Aquela imagem sagrada, encontrada no fundo das águas do rio Paraíba, é um sinal de Deus para nós! É sinal de esperança, de fé, de confiança. É sinal da intervenção e do amor de Deus pela nação brasileira. Numa época de escravidão, em que a pobreza era reinante, a mãe de Deus apareceu através de uma imagem para ser a mãe: a Aparecida de todos nós.

A Palavra de Deus nos dá este referencial: no céu aparecerá um grande sinal, uma mulher vestida do sol (mais poderosa que o sol, porque não há astro em todo o universo que simbolize melhor o poder do que o sol), tendo a lua debaixo de seus pés (a lua como símbolo da beleza e da formosura). Toda a beleza que há na face da terra fica sob os pés dessa mulher coroada, reconhecida e glorificada por Deus com o número da perfeição: doze estrelas estão na coroa sobre sua cabeça.

Queremos sempre ter em Maria um sinal e um referencial. Primeiro, um sinal, pois ela é a presença de Deus no meio de nós!

Quando dizemos que Maria é um sinal, queremos dizer que quando há sinal de fumaça, há fogo ali. E quando há sinal de Maria, há fogo do Espírito, há graça e intervenção de Deus.

Maria é aquela Aurora luminosa que vem preceder Seu filho para nos dizer: “Ele está chegando! Ele está no meio de nós!”.

A presença materna e amorosa de Maria em meio a todos nós é a certeza de que não estamos sozinhos. Deus está conosco pelos caminhos que Ele escolheu. E continua a escolher durante toda a história da salvação.

Maria, pela humildade, obediência e entrega que fez de todo o seu ser a Deus é para nós este sinal do amor e da presença d’Ele entre nós. Maria é para nós um referencial de fé, de entrega e submissão à vontade de Deus!

É Maria quem está dizendo hoje: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!”. Ela como a boa mãe que é, ensina-nos o caminho da salvação que é a submissão à vontade do Seu Filho.

Queremos olhar para Maria em tantas aparições, imagens e sinais da presença do céu entre nós. Queremos olhar para Ela na imagem da Senhora Aparecida. Aquele barro negro e sujo pelo fundo do rio é símbolo de que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, escolhe os mais esquecidos, sofridos e marginalizados para dizer: “Eu estou neles e com eles!”.

Maria é o retrato do povo brasileiro, é o amparo e o socorro do povo sofrido, muitas vezes, desvalido mas de muita fé.

Que a mãe Aparecida ajude-nos a caminhar na fé e sob a luz da fé para não desanimarmos nos tempos difíceis que enfrentamos. Por isso, à mãe Aparecida confiamos o povo brasileiro, sobretudo, o povo mais sofrido, desempregado, que passa por momentos difíceis, as aflições que nosso povo têm, as lutas dos trabalhadores, daqueles que querem dias melhores.

Que a mãe Aparecida estenda o seu manto de proteção, amor e ternura sob todo o povo brasileiro!

Deus abençoe você!







Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.